A seleção masculina de futebol dos Estados Unidos utilizou tecnologia de ondas cerebrais para treinar jogadores em cobranças de pênalti em preparação para a Copa do Mundo de 2026. Desde janeiro de 2025, a equipe trabalhou com a empresa alemã Neuro11, monitorando a atividade cerebral dos atletas durante os treinos.
A tecnologia faz parte de um esforço maior da comissão técnica, que busca pequenas vantagens em pênaltis e bolas paradas. Segundo jogadores e o técnico Mauricio Pochettino, as leituras cerebrais permitem medir o foco de cada atleta e avaliar a abordagem ideal para a cobrança. O capitão e zagueiro americano Tim Ream afirmou que a equipe ajuda os jogadores a entrar em um estado de concentração.
Os atletas relataram que o uso dos equipamentos, que incluíam mochilas e adesivos na cabeça, parecia estranho. No entanto, o meio-campista Diego Luna declarou que a prática ajudou, pois ele converteu mais pênaltis após realizar os treinos com o monitoramento. Durante os exercícios, os jogadores ouvem sinais sonoros e, às vezes, sons de torcida para simular o ambiente do estádio.
Pesquisas de universidades holandesas sugerem que o córtex motor se ativa mais quando os jogadores não sentem ansiedade de desempenho. A equipe americana, por sua vez, utiliza esses dados para orientar os atletas sobre onde o cérebro deles se concentra melhor, ajudando a desenvolver técnicas para manter o foco em situações tensas.

