A greve dos motoristas de ônibus no Rio de Janeiro entrou no terceiro dia nesta quarta-feira (1) devido ao impasse entre o Sindicato dos Rodoviários e a Rio Ônibus. A paralisação causa grande dificuldade de locomoção na cidade, e o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) determinou que pelo menos 50% da frota circule.
Os rodoviários apresentam exigências que incluem um aumento de 17% para funções gerais e pisos salariais de R$ 5 mil para motoristas de BRT e R$ 4 mil para condutores de outras linhas, além de reajuste no vale-alimentação. Em contrapartida, o Rio Ônibus mantém a proposta de reajuste inicial de 4,39%.
O TRT-1 considerou a paralisação legal, mas impôs a manutenção de parte da operação por se tratar de serviço essencial. A Justiça determinou que 50% da frota circule por linha e itinerário, estabelecendo multa de R$ 50 mil por dia para o Sindicato dos Rodoviários e para o Rio Ônibus em caso de descumprimento. A desembargadora Maria Helena Motta também proibiu contratações temporárias para substituir grevistas.
O caos no transporte público é visível em pontos lotados e filas, embora trens, barcas e metrô tenham operado normalmente. Para mitigar os transtornos, a Trens RJ anunciou a disponibilização de 30 viagens extras nesta quarta-feira. A Prefeitura acompanha a greve e solicitou à Justiça o aumento da frota mínima para reduzir os impactos.

