Uma mulher de 70 anos, que foi a detentora da pena mais longa na Grã-Bretanha, deve deixar a prisão após a Comissão de Liberdade Condicional concluir que ela não representa mais risco significativo à população. A decisão foi tomada após análises realizadas em janeiro e maio deste ano.
A ré, condenada à prisão perpétua pelo assassinato de uma jovem de 23 anos em Hartlepool, no condado de Durham, foi presa em 1987. A sentença inicial previa um período mínimo de 12 anos, mas ela permaneceu encarcerada por mais de duas décadas devido a negativas sucessivas de liberdade condicional.
Em comunicado, a Comissão de Liberdade Condicional afirmou que a decisão foi tomada após uma análise considerada “bastante equilibrada”. O painel concluiu que a custódia não era mais necessária para a proteção pública e que a ré representa apenas um risco mínimo de cometer novos crimes graves.
A libertação estará sujeita a condições rigorosas, como morar em endereço pré-determinado, cumprir toque de recolher, usar tornozeleira eletrônica por um ano e manter restrição de contato com familiares da vítima. O crime foi motivado por obsessão e ciúmes, segundo informações do julgamento.

