Colchões dispostos sobre bancos do calçadão na área central de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, reacenderam o debate sobre a população em situação de rua no município. O problema, que segue presente no cotidiano da cidade, foi discutido em audiência pública promovida pelo Ministério Público.
O uso de espaços públicos como abrigo improvisado evidencia um desafio social persistente. Segundo levantamento da Prefeitura, Itaperuna conta atualmente com 59 pessoas em situação de rua. A discussão ganhou força após a audiência pública, na qual órgãos como a Prefeitura, secretarias municipais, forças de segurança e entidades de acolhimento participaram para debater estratégias de atendimento.
Os representantes dos órgãos envolvidos afirmaram que a questão é complexa, ligada a fatores como dificuldades econômicas, rompimento de vínculos familiares, dependência química e transtornos mentais. Eles defenderam a necessidade de ações integradas entre o poder público e a rede de atendimento para enfrentar o problema.
Entre os desafios apontados, estão a ampliação das políticas de acolhimento, o fortalecimento da assistência social e a criação de oportunidades para a reinserção social. Os colchões deixados nos bancos reforçam a permanência da situação, expondo questões sociais que vão além da ocupação dos espaços públicos.

