O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 1,1 ponto em junho, alcançando 92,7 pontos, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (1). Este patamar representa o maior nível registrado desde maio de 2025, embora a atividade econômica permaneça moderada.
Em junho, a confiança avançou nos setores de Indústria, Serviços e Comércio. A Indústria registrou a maior alta, subindo 3,0 pontos para 100,1 pontos. Em contrapartida, o setor de Construção apresentou recuo de 0,9 ponto, fechando em 91,7 pontos. Um pesquisador da FGV, Aloisio Campelo Jr., explicou que a distensão do conflito no Oriente Médio e a acomodação dos preços do petróleo aliviaram a incerteza externa.
Os indicadores de situação e expectativas também melhoraram: o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) subiu 1,1 ponto para 94,4 pontos, e o Índice de Expectativas Empresariais (IEE) avançou 1,2 ponto, atingindo 91,1 pontos. No entanto, Campelo Jr. afirmou que a alta não basta para indicar uma retomada plena da recuperação iniciada em setembro de 2025.
O especialista da FGV comentou que o cenário ainda é limitado por juros elevados e pelo comprometimento de renda das famílias com o pagamento de dívidas. A consolidação da recuperação dependerá tanto do alívio externo quanto da evolução das condições econômicas internas.

