Uma nova audiência entre motoristas e empresas de ônibus no Rio de Janeiro não resultou em acordo para encerrar a paralisação. A greve segue sob determinação judicial que exige a circulação de 80% da frota, enquanto o sindicato patronal mantém proposta de aumento salarial de 4,39%.
Os rodoviários exigem reajuste de 17%, além de piso salarial de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais, mais vale alimentação de R$ 1 mil e melhorias na jornada de trabalho. A paralisação, que entrou no terceiro dia, é regida por decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que fixou multa diária de R$ 100 mil para o sindicato dos trabalhadores em caso de descumprimento.
Às 7h desta quarta-feira (01), o Rio Ônibus informou que apenas 1.650 veículos estavam operando, o que corresponde a cerca de 45% da frota total de 3.835 ônibus. A Justiça havia determinado o percentual de 80% após acolher um pedido da Prefeitura do Rio, segundo o ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.
O sindicato patronal declarou que garantiu um reajuste de 4,39% aos trabalhadores, mas afirmou que o percentual exigido pela Justiça não foi alcançado. O presidente do Sindicato dos Rodoviários declarou surpresa com o pedido de liminar da prefeitura no TST, afirmando que a lei deve ser cumprida.

