O avanço do social selling altera a dinâmica do comércio eletrônico, pois as redes sociais assumem papel central na formação de interesse por produtos. Dados de um relatório indicam que 65% dos brasileiros usam essas plataformas para compras online, com o Instagram liderando a preferência.
O modelo de social selling utiliza conteúdos e interações para construir valor e estimular a compra, sem depender apenas de buscas ativas em plataformas de e-commerce. Segundo Vinicius Lino, CEO da Quantum Nutrition, o protagonismo na jornada digital se divide entre marketplaces e redes sociais. O primeiro contato com um produto frequentemente ocorre por meio de recomendações antes da busca ativa.
A influência de criadores digitais se assemelha à de motores de busca. Uma pesquisa aponta que 65% dos consumidores já compraram após recomendação de influenciadores. Lino explica que a decisão de compra é construída fora dos ambientes tradicionais de venda, exigindo que o consumidor avalie percepções de creators, além de preço e avaliações.
O comportamento de ser impactado antes de procurar acelera a entrada do consumidor, mas eleva a exigência na etapa pós-compra. O levantamento da OpinionBox também mostrou que 87% dos compradores por indicação de influenciadores se sentem satisfeitos. O executivo da Quantum Nutrition conclui que o e-commerce precisa de atuação estratégica, conectada à formação de interesse e influência ao longo de toda a jornada.

