A desestatização da Sabesp, concluída em 2024, estruturada pelo Governo de São Paulo, visa ampliar investimentos e antecipar a universalização do saneamento básico no estado para 2029, quatro anos antes da meta nacional de 2033. O processo, baseado em estudos técnicos e consultas públicas, estabeleceu um novo modelo contratual para a prestação dos serviços de água e esgotamento sanitário.
O novo modelo contratual incorporou mecanismos de governança e metas de investimento de curto, médio e longo prazo. A operação foi reconhecida internacionalmente, recebendo prêmios como Equity Follow-On of the Year da revista especializada Latin Finance e Oferta de Ações do Ano na América Latina, entregue pela International Financing Review (IFR). A participação da Equatorial, investidora de referência, possui restrição de venda de ações até dezembro de 2029, prazo previsto para a conclusão dos investimentos necessários.
Os resultados já mostram avanço: em 2025, foram investidos R$ 15,2 bilhões em infraestrutura, um valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões registrados no ano anterior. Desde a mudança, a companhia levou água tratada para 2,1 milhão de pessoas e coleta e tratamento de esgoto para mais 4,3 milhões. O principal compromisso do contrato é garantir que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2029.
O processo seguiu todas as etapas do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado (PPI-SP) e contou com ampla participação social, incluindo 975 contribuições em audiências públicas. O Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, sendo que R$ 70 bilhões devem ser aplicados até 2029 para acelerar a expansão dos serviços.

