O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou o pedido do deputado federal Lindbergh Farias à Procuradoria Geral da República (PGR). A solicitação visa investigar se o financiamento do filme biográfico de Jair Bolsonaro, feito por Daniel Vorcaro, serviu para custear a atuação política de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
O pedido inicial foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator de um processo que envolvia Eduardo Bolsonaro por suposta tentativa de interferir no julgamento do pai, pressionando o governo de Donald Trump. Contudo, a PGR avaliou que o caso, por tratar de financiamentos, deveria ser analisado pelo ministro relator das apurações de fraudes do Banco Master. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidiu distribuir o caso para Mendonça.
Lindbergh Farias apresentou uma notícia-crime alegando que Daniel Vorcaro pagou valores para o filme de Jair Bolsonaro. A quantia, segundo a alegação, financiaria a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra a ampliação do inquérito, afirmando que o episódio já é objeto de procedimento próprio sob supervisão de Mendonça.
Documentos indicam que Eduardo Bolsonaro assinou como produtor executivo do filme “Dark Horse” em 30 de janeiro de 2024. O contrato atribui a ele responsabilidades diretas de controle de orçamento do projeto audiovisual.

