O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (1º), atingindo R$ 5,2103, após avançar 0,92%. O movimento foi impulsionado por sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contra empresários brasileiros ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A alta na moeda à vista ocorreu em um contexto de pressão externa e preocupações domésticas. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), anunciou sanções contra dois cidadãos brasileiros, três empresas brasileiras e uma companhia portuguesa por envolvimento com o PCC. Às 17h05, o dólar futuro para agosto subia 0,90%, a R$ 5,247.
No cenário interno, investidores reagiram a dados do Banco Central que indicaram piora no resultado fiscal e no endividamento das famílias. Essa leitura reforçou a cautela com ativos brasileiros, em meio a dúvidas sobre a trajetória das contas públicas. Além disso, falas de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed), no Fórum de Sintra, sustentaram a alta dos juros longos americanos ao reforçar o compromisso de levar a inflação à meta de 2%.

