O chanceler chinês, Wang Yi, pediu ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que Washington adote “máxima cautela” ao lidar com a questão de Taiwan. O alerta, feito em telefonema nesta terça-feira (30), reflete a posição de Pequim de que o tema possui implicações de longo alcance.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, o diplomata chinês reiterou que a disputa tem implicações de longo alcance. A China defende que Taiwan é parte de seu território, enquanto as autoridades taiwanesas afirmam sua independência e buscam meios de defesa contra incursões chinesas.
Pequim já declarou, em ocasiões anteriores, que não dispensaria o uso da força para a reunificação. Os Estados Unidos não mantêm relações diplomáticas formais com o território, mas são os principais fornecedores de armamentos a Taipé. O regime chinês tem intensificado esforços para interromper o abastecimento militar à ilha.
Em um encontro anterior, o líder chinês alertou o americano sobre o risco de conflito. Ele afirmou que “a independência de Taiwan e a paz no estreito de Taiwan são incompatíveis”. A China considera a questão de Taiwan uma “linha vermelha” nas relações diplomáticas com outros países.

