A Procuradoria do Estado somou forças à Promotoria Anticorrupção no julgamento do caso Kitchen. Em alegato final, os órgãos estatais acusaram o antigo ministro de envolvimento na coordenação de uma operação ilegal de espionagem ocorrida em 2013.
Os serviços jurídicos do Estado acusaram o antigo ministro do Interior, que foi homem de confiança de Mariano Rajoy. A acusação vincula o ex-ministro à “planificação, coordenação e seguimento” da operação.
A operação, considerada “manifestamente ilegal”, visava espiar o ex-tesoureiro popular com uma finalidade “espuria”. O objetivo era obter material sensível de altos dirigentes do Partido Popular para prejudicar o caso Gürtel, que investigava o partido na época.
Os serviços jurídicos afirmaram que o ex-ministro “tinha conhecimento constante da evolução e dos objetivos conseguidos” da ação de espionagem.

