A Barrick Mining, uma das maiores produtoras de ouro e cobre do mundo, registrou queda de 17,6% no ano, divergindo do desempenho recorde do ouro. A ação negociou a US$ 36,45, enquanto a média de preço-alvo de analistas era de US$ 56,08. A empresa, que mudou de nome de Barrick Gold em maio, enfrenta pressão devido a questões operacionais e de gestão.
A queda da mineradora ocorre em contraste com o desempenho do ouro, que registra picos sucessivos. Enquanto o ETF SPDR Gold Shares teve alta de 20,5% no último ano, a Barrick Mining perdeu cerca de um quarto de seu valor desde o pico de US$ 49,64 em janeiro de 2026. A pressão sobre a empresa é específica, envolvendo a transição de liderança, com Mark Hill assumindo interinamente antes de ser nomeado CEO.
Outros fatores que impactam a companhia incluem problemas de segurança no projeto Reko Diq, no Paquistão, e um pagamento de US$ 200 milhões ao governo do Mali em novembro de 2025. Além disso, há discussões sobre a desinvestimento do negócio africano. A empresa também enfrenta custos de royalties mais altos ligados aos preços elevados do metal.
Os resultados financeiros, contudo, mostram melhora. No primeiro trimestre de 2026, a receita atingiu US$ 5,2 bilhões, superando a expectativa em 15%. O fluxo de caixa livre alcançou um recorde de US$ 1,2 bilhão, e o preço realizado do ouro foi de US$ 4.823 por onça. Analistas mantêm o sentimento majoritariamente otimista, apontando para o IPO norte-americano como catalisador futuro.


