Portfólios de investimento podem financiar doações caritativas permanentes, permitindo que o capital principal permaneça intacto enquanto os dividendos geram os recursos. A estratégia, que se baseia em ativos geradores de renda, difere de doações feitas com renda de trabalho.
A criação de um portfólio dedicado à doação transforma a equação financeira. Em vez de doar da renda obtida, o doador doa de um conjunto de ativos que gera renda, mantendo o principal preservado. Um exemplo demonstra que um portfólio de US$ 200.000, com rendimento de 5%, pode gerar US$ 250.000 em doações ao longo de 25 anos.
A escolha do perfil de investimento define o capital necessário. Para uma meta de doação anual de US$ 10.000, o capital exigido varia de US$ 50.000 em um cenário de 10% de rendimento a US$ 285.714 em um cenário de 3,5% de rendimento. Os investimentos de crescimento de dividendos, como os de empresas farmacêuticas, podem dobrar o pagamento em dez anos, superando o rendimento alto sem crescimento.
Além do aspecto financeiro, a doação em vida permite ao doador acompanhar o impacto direto em projetos sociais ou instituições. Doações de ações valorizadas também oferecem vantagens fiscais, permitindo ao doador evitar impostos sobre ganhos de capital ao mesmo tempo em que recebe dedução pelo valor de mercado.


