As bolsas europeias fecharam em alta nesta quinta-feira, 2, impulsionadas pela migração de investidores para ações defensivas e pela melhora do apetite por risco após dados fracos de emprego nos Estados Unidos. O avanço dos setores de saúde e de alimentos e bebidas compensou perdas em tecnologia, enquanto os mercados reagiram a dados do trabalho da zona do euro e negociações entre Washington e Teerã.
Em diversos mercados, as cotações apresentaram ganhos. O FTSE 100, em Londres, subiu 1,67%, atingindo 10.652,87 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 2,02%, chegando a 25.546,40 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,65%, com 8.474,86 pontos. Milão registrou alta de 1,60% no FTSE MIB, e Madri viu o Ibex 35 subir 1,54%, totalizando 19.705,70 pontos.
A análise da Saxo Markets indicou que setores defensivos, como saúde, subiram 3,6% e podem proteger investidores da volatilidade das empresas de tecnologia, que caíram 2,5%. O setor de alimentos e bebidas avançou 1,8%. Em relação aos dados econômicos, o payroll dos EUA em junho mostrou criação de 57 mil vagas, abaixo da previsão de 110 mil, e a taxa de desemprego caiu para 4,2%. Esse dado levou o mercado a reduzir expectativas de alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião de setembro.
Entre as ações, a Bayer avançou 8,4% após anunciar a consolidação de negócios de glifosato nos EUA. Em Paris, Carrefour (+3,6%) e Sanofi (+3,5%) subiram, enquanto a LVMH teve alta de cerca de 3,6%. No lado negativo, empresas ligadas a chips, como ASML (-5,3%) e ASM International (-6,7%), sofreram pressão devido a preocupações com os altos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial (IA).

