Michelle Bolsonaro avalia que a sucessão de escândalos envolvendo o enteado pode comprometer definitivamente sua candidatura ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026. A percepção surge em meio ao desgaste provocado por denúncias e conflitos familiares expostos publicamente, enquanto o senador enfrenta queda nas pesquisas de intenção de voto.
Pessoas próximas à ex-presidente do PL Mulher afirmam que os episódios recentes enfraquecem a imagem do senador perante o eleitorado conservador. Entre os desgastes, destacam-se a repercussão do caso do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por supostas fraudes financeiras, e a divulgação de áudios em que o senador solicita recursos para um projeto audiovisual sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A oposição tem explorado o caso.
A relação entre Michelle e Flávio deteriorou-se nas últimas semanas. Em vídeos, a ex-primeira-dama declarou ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” pelo enteado durante uma conversa telefônica. Ela disse que o conflito teve origem em divergências sobre alianças políticas do Partido Liberal (PL), especialmente no Ceará.
O cenário se agravou após Michelle anunciar sua saída da presidência do PL Mulher. Oficialmente, ela afirmou que dedicaria mais tempo aos cuidados com Jair Bolsonaro e à família. No entanto, a decisão foi interpretada como sinal de desgaste interno no grupo político. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro tenta conter os danos, defendendo a manutenção da unidade do campo conservador e negando rompimento definitivo com Michelle.

