O ex-governador do Rio de Janeiro e diversos deputados federais e estaduais constam em planilhas apreendidas pela Polícia Federal. O material integra a Operação Unha e Carne, deflagrada em 2 de julho, e os nomes dos políticos aparecem acompanhados de valores.
A investigação da PF apura a possível relação dos registros com pagamentos de caixa dois de campanha, embora a origem e o destino dos recursos ainda estejam sob apuração. A defesa do ex-governador afirmou que “é mentirosa qualquer ilação” sobre o recebimento de doações ilegais ou vantagens indevidas.
Os advogados do ex-governador sustentaram que a simples menção ao nome não comprova irregularidades e que a prestação de contas da campanha de 2022 foi apresentada à Justiça Eleitoral. O advogado do contraventor também negou a acusação de realizar pagamentos indevidos a agentes públicos.
A Operação Unha e Carne teve início com a análise das planilhas apreendidas. De acordo com a Polícia Federal, os documentos registram supostos pagamentos, doações eleitorais e uma contabilidade paralela ligada à lavagem de dinheiro. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão, além de bloquear bens e valores de até R$ 22 milhões.

