O governo brasileiro investiga a sanção imposta pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a dois cidadãos por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). As autoridades brasileiras avaliam que os indivíduos não possuem papel central na facção, tendo relações pontuais em transações específicas.
A mobilização do governo brasileiro começou após o anúncio das sanções na quarta-feira. O presidente americano, Donald Trump, classificou a facção paulista como a “maior organização criminosa transnacional do hemisfério ocidental” e afirmou que o grupo representa uma “ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”.
Um dos sancionados possui extensa ficha criminal no país, tendo sido condenado por integrar esquema de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro contra o antigo Banco Votorantim. Ele também é réu em processo que apura desvios de recursos de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas Vai de Bet. Os dois indivíduos foram denunciados na Justiça da Flórida por participação em esquema de lavagem em 12 cidades americanas.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação com a medida, alertando para possíveis “efeitos indiretos relevantes sobre instituições financeiras estrangeiras, inclusive brasileiras”. A Secretaria Nacional de Justiça afirmou que as ações contra os brasileiros podem anteceder “providências ainda mais gravosas, adotadas à margem dos mecanismos ordinários de cooperação internacional”.

