A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou um segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro por posse de arma de fogo de uso restrito. O fato ocorreu durante uma blitz de trânsito no Distrito Federal. A investigação não apontou conduta dolosa contra Bolsonaro, mas o episódio gerou questionamentos do ministro Alexandre de Moraes sobre possível falta grave.
O indiciamento foi feito contra o segurança, que foi incurso no artigo 16 da Lei 10.826, por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A arma, uma pistola Glock calibre 9mm, foi apreendida e a perícia constatou que ela estava apta a disparar em série. O relatório final com o indiciamento foi concluído no dia 26 e juntado ao processo do ex-presidente na manhã de quarta-feira (1º).
Tanto o segurança quanto o ex-presidente afirmaram que o transporte da arma se deu para que ela fosse levada ao conserto. A defesa do ex-presidente alegou que uma peça havia sido retirada da arma para inutilizá-la, mas ele teria percebido o problema e solicitado que o segurança a levasse para manutenção. A Procuradoria-Geral da República informou que não havia elementos para concluir falta grave na semana passada, aguardando o inquérito policial.
Em depoimento, o segurança confirmou que retirou o percussor do armamento com aval de um familiar, mas alegou que a arma não estava danificada. Ele disse que levou o armamento para casa, pois a familiar estava viajando, e foi nesse momento que a arma foi apreendida na blitz de trânsito.

