Empresas brasileiras adotam sistemas de inteligência artificial para analisar currículos e conduzir etapas de seleção, exigindo que candidatos se adaptem a novas regras de contratação. Pesquisas indicam que 55% dos gestores de RH utilizam a IA para agilizar a triagem de perfis.
A utilização da IA visa otimizar tarefas operacionais e permitir que recrutadores dediquem mais tempo a avaliações que exigem julgamento humano, como entrevistas e análise comportamental. Segundo o diretor executivo de uma empresa de recrutamento, a tecnologia auxilia a lidar com o grande volume de informações recebidas.
Profissionais que utilizam a tecnologia relatam que os sistemas ranqueiam candidatos com base em competências e aderência cultural. Contudo, alertam que o ranqueamento pode excluir talentos se o perfil não for preenchido de forma correta, pois o algoritmo opera com base em dados inseridos.
Apesar da influência da IA, especialistas afirmam que a decisão final de contratação é sempre humana. No entanto, 71,4% dos candidatos relatam medo de serem eliminados injustamente por algoritmos, embora alguns defendam que o problema reside em currículos mal elaborados.

