A Alemanha apresentou nesta quinta-feira (2) um pacote de 34 reformas econômicas, proposto pelo chanceler Friedrich Merz e pela coalizão de governo. As medidas buscam estimular o crescimento do país por meio de cortes de impostos, alteração na Previdência e redução da burocracia.
As propostas visam reverter o desempenho econômico fraco, focando na redução de custos e no aumento da eficiência. Segundo Merz, o objetivo é “nos fortalecendo para que possamos viver bem nesses novos tempos”. O governo projeta uma expansão de apenas 0,5% neste ano, dado os impactos da guerra no Irã.
Os cortes de impostos previstos podem gerar uma economia de cerca de 600 euros anuais para famílias com dois pais empregados, dois filhos e renda tributável total de 60 mil euros. A reforma da Previdência, por sua vez, prevê elevar gradualmente a idade de aposentadoria, que varia entre 65 e 67 anos, visando manter o valor dos benefícios.
Além disso, as novas regras de licença médica exigirão atendimento presencial para afastamentos superiores a uma semana. Enquanto o governo defende as mudanças, líderes da extrema direita criticaram o pacote, classificando-o como uma “redistribuição ainda mais à esquerda”.

