Fernando Haddad criticou, na noite desta quinta-feira (2), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) estadual que diminui o orçamento de universidades e da Educação em São Paulo. A medida, de autoria do governador Tarcísio de Freitas, reduziu a obrigatoriedade de investimento do Estado na Educação de 30% para 25% da receita.
Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, fez a declaração durante uma aula magna na Unicamp. Ele apontou insegurança sobre o financiamento das instituições estaduais, citando a PEC que alterou a porcentagem de investimento. O ex-ministro da Fazenda e da Educação propôs que o repasse para as universidades estaduais seja vinculado à receita tributária líquida, que abrange ICMS, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e outras taxas.
O pré-candidato também manifestou preocupação com um decreto que garante repasse mínimo à Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), que pode ser revogado sem ouvir a assembleia. Haddad afirmou que a proposta de vincular o repasse à receita tributária líquida será reiterada em sua plataforma de 2026.
Além da pauta educacional, Haddad comentou sobre a segurança pública, declarando que está ocorrendo a “milicialização” no Estado de São Paulo. Ele afirmou que empresas de segurança, muitas criadas por ex-policiais, estão assumindo funções policiais, o que ele classificou como “o começo de milícia que está acontecendo no Estado de São Paulo”.

