A Polícia Civil revelou que uma criança de nove anos se acidentou com a equipe de rope jump meses antes do salto fatal de uma jovem em Limeira, São Paulo. O incidente ocorreu em março de dois mil e vinte e seis, três meses antes do evento que resultou na morte da jovem ao ser lançada sem cordas da Ponte do Esqueleto.
O relatório final do inquérito detalha que, durante o salto da criança, a corda de sustentação foi retirada do corpo enquanto o menino ainda estava em movimento pendular. Segundo o pai, isso provocou impacto com o solo e escoriações nos joelhos. A investigação apura as circunstâncias da morte da jovem, que ocorreu no dia 13 de junho após ser arremessada a 40 metros de altura sem os devidos equipamentos de segurança.
A modalidade rope jump utiliza cordas estáticas e gera um movimento de balanço, diferente do bungee jump, que emprega cordas elásticas. A Polícia Civil concluiu o segundo inquérito e indiciou a organizadora do evento por homicídio qualificado. O primeiro inquérito, referente à prisão em flagrante de três homens após a tragédia, também foi concluído.
O pai da criança ferida prestou serviços operacionais para a empresa de saltos, atuando em eventos na Ponte do Esqueleto. Ele informou que, durante sua atuação, não presenciou irregularidades aparentes na organização operacional da equipe.

