Três páginas falsas no Instagram e Facebook injetaram R$ 487 mil em três meses para veicular publicações críticas ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello. A estratégia, usada também contra outros líderes, visou questionar as credenciais do chefe do Executivo e atacar ações governamentais.
As páginas, como SC Digital, Bolsonaristas SC e Pátria Catarinense, operam com baixo número de seguidores, mas movimentam gastos expressivos em curto período. Os ataques contra o governador catarinense incluem alegações de que ele tenta ocultar ligação com o governo anterior e criticam a limitação do ensino de gênero nas escolas, associando a medida ao aumento de feminicídios no estado.
Em abril deste ano, o governador sancionou lei estadual que permitia aos pais proibir atividades pedagógicas de gênero. Contudo, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina derrubou a lei em junho, entendendo que diretrizes educacionais são competência da União.
Outras publicações focaram em temas sociais, como o caso do cão Orelha, acusando o governador de oportunismo político. Além disso, a página Bolsonaristas SC criticou programas como o “Estrada Boa” e a Universidade Gratuita, alegando que o governador concedeu “bolsa para centenas de milionários”.

