Um investidor de tecnologia afirmou que só apoiará startups com equipes que trabalham no escritório seis dias por semana. A declaração surge em um debate sobre o futuro do trabalho, onde o especialista argumenta que a alta performance na era da IA exige dedicação presencial intensa, rejeitando modelos remotos ou de baixa carga horária.
Jason Lemkin, fundador da comunidade de software SaaStr, declarou que as empresas que se destacarão no mercado não utilizarão o trabalho remoto. Segundo Lemkin, ele busca times pequenos e bem pagos que trabalhem no escritório seis dias por semana, pois empresas com outros modelos, ele afirma, irão fracassar.
As falas ocorreram durante uma discussão sobre o futuro do trabalho, após um executivo de gestão de cadeia de suprimentos argumentar que o trabalho remoto configura uma “fraude de colarinho branco” devido à menor produtividade em casa. Lemkin reconhece o sucesso do modelo remoto durante a pandemia, mas acredita que essa fase terminou, pois as empresas que ele investe não contratam quem deseja trabalhar apenas 20 horas por semana de casa.
O especialista sugere que o debate se trata de ambição, e não de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Ele afirma que é possível ganhar oito dígitos trabalhando seis dias por semana, contrastando isso com a opção de buscar apenas um relógio de luxo com flexibilidade. Além disso, o cofundador do Google, Sergey Brin, teria solicitado que funcionários de modelos de IA passassem todos os dias úteis no escritório, definindo 60 horas semanais como o ponto ideal de produtividade.

