O técnico da Bélgica, Rudi Garcia, negou nesta quinta-feira ter feito um comentário racista após a vitória por 3 a 2 sobre o Senegal, na fase de 32 avos de final da Copa do Mundo. A polêmica surgiu após a fala do treinador, feita no gramado, que foi interpretada como uma generalização contra seleções africanas.
Garcia explicou em coletiva de imprensa que sua referência era a equipes que não estão acostumadas a administrar uma vantagem em partidas de alto nível da Copa do Mundo. Ele afirmou: “Em hipótese alguma meu comentário foi direcionado às seleções africanas. Poderia estar falando de equipes asiáticas, sul-americanas ou europeias que também não estão acostumadas com esse tipo de pressão”.
O comandante belga utilizou sua experiência profissional para reforçar a explicação. Ele declarou que aprendeu que recuar excessivamente para defender um resultado é contraproducente. A controvérsia ocorreu após o Senegal, que abriu 2 a 0, sofrer o empate nos minutos finais do tempo regulamentar e ser derrotado por 3 a 2 na prorrogação.
A repercussão aumentou com um dado da empresa Opta. Segundo o levantamento, Rudi Garcia perdeu três partidas da Ligue 1 após abrir 2 a 0 no placar, o maior número entre todos os técnicos que atuaram na competição neste século.

