O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, admitiu em reunião interna que o desenvolvimento dos agentes de inteligência artificial não ocorreu no ritmo que ele esperava. A empresa, que promoveu grandes cortes e realocações de pessoal focadas em IA, reconheceu que a reestruturação não foi tão eficiente quanto planejado.
A admissão ocorre após a Meta ter demitido oito mil funcionários em maio, citando o impulso da IA, e realocado mais sete mil colaboradores para funções ligadas à tecnologia. Na época, Zuckerberg afirmou em memorando interno que “IA é a tecnologia mais consequente de nossas vidas” e que “as empresas que lideram o caminho definirão a próxima geração”.
Segundo o relatório, o executivo também disse que a reestruturação da Meta relacionada à IA não foi tão “limpa” quanto poderia ter sido, e que a diretoria calculou mal o momento das mudanças. Relatos indicam que executivos da empresa manifestaram preocupação no início do ano sobre a adaptação da Meta ao mundo impulsionado pela IA.
Apesar dos desafios internos, a empresa não mudará de rota. Zuckerberg espera obter benefícios mais significativos dos investimentos em IA no prazo de três a seis meses. A empresa enfrentou reações negativas internas sobre o monitoramento de funcionários ligado à IA e baixos níveis de moral entre os colaboradores.

