Os principais índices de Wall Street reafirmaram sua posição de destaque no primeiro semestre de 2026, mostrando que a tese do excepcionalismo americano não perdeu força. O S&P 500 cruzou 7.600 pontos, e o Nasdaq 100 acumulou alta de cerca de 20% no ano, impulsionado pela Inteligência Artificial.
Especialistas de gestoras de ativos afirmam que a liderança tecnológica dos Estados Unidos sustenta a força do mercado americano. A Genial Investimentos declarou que a capacidade da economia dos EUA de atrair capital global permanece intacta, apesar de juros elevados e incertezas geopolíticas.
Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital, avaliou que, embora haja questionamentos sobre a sustentabilidade dos valuations de tecnologia, “Não há paralelos globais para o atual ecossistema de inovação dos Estados Unidos. O país mantém uma liderança isolada no setor de tecnologia”. Marcelo Boragini, da Davos Investimentos, concordou, afirmando que “Esse excepcionalismo ainda continua válido”.
Em contraste, no Brasil, o Ibovespa recuou cerca de 1% em junho, embora mantenha alta de 6,8% no ano. Pletes e Boragini comentaram que a composição da Bolsa brasileira, focada em commodities e utilities, não segue a mesma tese de crescimento acelerado da tecnologia americana, o que limita a valorização do índice.

