A Ópera de Paris anunciou o fechamento escalonado de seus teatros, o Palais Garnier e a Ópera Bastilha, para iniciar um plano de modernização e adequação às normas de segurança. A medida, tomada pelo diretor-geral Alexander Neef, visa garantir a viabilidade das instalações, com obras previstas entre 2027 e 2032.
A decisão, comunicada em 31 de outubro de 2024, foca na atualização das torres cênicas, que incluem estruturas acima e abaixo do palco, além da modernização de equipamentos e infraestrutura, como sistemas elétricos e de climatização. Segundo Alexander Neef, a mudança decorre do endurecimento das normas de segurança, que exigem a remoção completa de chumbo presente na torre cênica do Palais Garnier.
As obras no Palais Garnier, inaugurado em 1875, serão prolongadas. A reforma da Ópera da Bastilha só poderá começar após a temporada 2033-2034. Enquanto um teatro estiver fechado, o outro continuará recebendo produções de ópera e dança. A direção também informou que as áreas abertas à visitação turística do Palais Garnier podem ficar temporariamente indisponíveis por dois anos.
O Ministério da Cultura estimou o custo total das obras em € 450,8 milhões, o que equivale a cerca de R$ 2,68 bilhões ao longo de seis anos, sendo 25% custeados pelo Estado. A instituição prevê também apresentações em espaços externos, como o Théâtre des Champs-Élysées, durante o período de fechamento.

