A Ripple, por meio de sua empresa Ripple Prime, planeja migrar atividades de um negócio que liquida mais de US$ 3 trilhões em transações anuais para o XRP Ledger. O movimento, que visa otimizar operações, depende de como o dinheiro alcança o token, e não apenas da migração da atividade.
A empresa da Ripple adquiriu a Hidden Road em abril de 2025, pagando US$ 1,25 bilhão. A operação, agora chamada Ripple Prime, funciona como uma corretora primária global e atende mais de 300 clientes institucionais. A companhia anunciou o compromisso de transferir a atividade pós-negociação para o XRP Ledger, visando reduzir custos e simplificar processos. O CEO da Ripple Prime, Mike Higgins, declarou em maio que a tokenização de ativos de valor como garantia para liquidação é o próximo passo.
A Ripple Prime já está integrada ao sistema de compensação de Wall Street. Em março de 2, a empresa entrou no diretório de participantes da NSCC, central de compensação dos Estados Unidos. Contudo, os sistemas de compensação da DTCC não utilizam o XRP Ledger, e analistas corrigiram essa confusão após o anúncio. Os registros indicam que a Ripple Prime atua como uma corretora tradicional dentro da estrutura existente.
Para que a migração gere demanda pelo token, o dinheiro precisa encontrar um caminho para o XRP. As taxas de transação são insuficientes. A segunda via é o colateral, onde instituições podem entregar XRP como garantia para empréstimos sem vender o ativo. Atualmente, o colateral na empresa da Ripple é majoritariamente o RLUSD, um stablecoin em dólar. O mercado aguarda a aceitação de XRP como colateral por uma instituição externa.

