Disputas de pênaltis na Copa do Mundo são tratadas como disciplina especializada, e não como loteria, segundo Geir Jordet. A preparação tática e mental dos atletas evoluiu, transformando o momento decisivo em um campo de estudo técnico e psicológico.
Geir Jordet, professor da Escola Norueguesa de Ciências do Esporte, afirmou que a antiga ideia de que pênaltis são uma loteria deve ser descartada. Em sua pesquisa, ele analisou 718 cobranças de pênaltis de 1970 a 2023, concluindo que a falta de dedicação a essa habilidade é um trauma emocional negativo para os jogadores.
A análise de Jordet revelou que 53% dos atletas que erram pênaltis exibem comportamentos de estresse, como encolher-se ou evitar companheiros de equipe. Em resposta a isso, a Inglaterra desenvolveu projetos inovadores para gerenciar o trauma de perder em disputas decisivas.
Técnicos também reforçam a especialização. Luis de la Fuente, técnico da Espanha, declarou que há especialistas em pênaltis, assim como em faltas e escanteios. Além disso, goleiros passaram por uma revolução, utilizando análises e dados para enganar cobradores, como demonstrou Yassine Bounou.

