Uma professora da rede estadual de São Paulo denunciou que alunos colocaram fragmentos de vidro em seu copo d’água. O incidente levantou dúvidas sobre os riscos da ingestão do material, que pode causar lesões graves no esôfago, estômago e intestino, segundo o Poison Control dos Estados Unidos.
O risco da ingestão varia conforme o tamanho e o formato do vidro. Fragmentos pequenos geralmente atravessam o trato gastrointestinal e são eliminados sem sintomas. Contudo, pedaços grandes ou com bordas cortantes podem provocar cortes e perfurações ao longo do percurso, atingindo garganta, esôfago, estômago ou intestinos.
Sinais de alerta incluem dor no peito ou abdômen, presença de sangue nas fezes, distensão abdominal, febre e calafrios. Esses sintomas exigem atendimento médico imediato, pois podem indicar lesões internas ou perfuração intestinal. Em casos de suspeita de pedaço pontiagudo ou surgimento de sintomas, a recomendação é buscar avaliação médica.
O serviço de toxicologia orienta que, se o fragmento for pequeno e não houver sintomas, a observação é o procedimento padrão. Não há comprovação científica de que alimentos ricos em fibras ajudem a atravessar o sistema digestivo com segurança. Para prevenção, recomenda-se recolher todos os fragmentos de vidro quebrados usando luvas e evitar morder utensílios de vidro.

