A demissão de 47 funcionários terceirizados da Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) paralisou diversos equipamentos culturais da instituição. O Museu de Arte Murilo Mendes, o Cine-Theatro Central e outros espaços não funcionam nesta sexta-feira (3) devido à situação.
A UFJF informou que a paralisação ocorreu porque a empresa contratada, Stark Service, não apresentou a documentação de regularização junto à Receita Federal. Por esse motivo, a universidade ficou legalmente impedida de renovar o contrato com a empresa, segundo a instituição.
A Stark Service declarou que o contrato com a UFJF encerrou-se em 1º de julho de 2026 e que deu aviso prévio aos empregados. Trabalhadores demitidos relataram ter sido pegos de surpresa, visto que a previsão era de renovação ou cancelamento do contrato por três anos.
O Diretório Central das e dos Estudantes (DCE) manifestou preocupação, afirmando que a medida compromete o cotidiano da comunidade acadêmica do Instituto de Artes e Design e da Faculdade de Comunicação Social. O DCE criticou a terceirização, alegando que a busca por redução de custos não pode ocorrer às custas da dignidade dos trabalhadores.

