O consumo de bebidas alcoólicas durante os jogos de Copa pode apresentar riscos à saúde, segundo o Ministério da Saúde e especialistas. Dados mostram que 63,6% dos adultos brasileiros já consumiram álcool, e o sistema de saúde gasta R$ 1,1 bilhão anualmente com hospitalizações relacionadas ao tema.
O médico de família, Aloiso Sampaio, afirmou que o cuidado inicial é estabelecer limites antes de beber. Ele explicou que alternar bebidas alcoólicas com água, manter boa alimentação e não dirigir após ingerir álcool são regras básicas para prevenir excessos. Intoxicação alcoólica, vômitos, quedas e insuficiência respiratória são consequências imediatas de exageros.
A biomédica Jessica Batista de Jesus comentou que o consumo excessivo provoca descarga massiva de adrenalina, elevando a pressão arterial e podendo causar arritmias e infartos. Ela descreveu que a chamada “ressaca forte” pode ser uma sobrecarga perigosa para o coração e metabolismo.
Os riscos se acumulam com o consumo frequente. Aloiso Sampaio associou o álcool a doenças hepáticas, hipertensão, câncer e dependência química. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o álcool é responsável por 12 mortes por hora no Brasil, gerando custos diretos e indiretos de R$ 18,8 bilhões anuais.
Para reduzir impactos, os especialistas recomendam beber água entre as doses, alimentar-se antes do consumo e substituir petiscos gordurosos por frutas ou castanhas. Eles também alertaram contra a mistura de bebidas energéticas com álcool.

