O manejo do sobrepeso e da obesidade exige um plano de tratamento abrangente, pois as condições estão ligadas a fatores genéticos, comportamentais, ambientais e médicos. O estudo aponta que a medicina evoluiu de uma visão puramente calórica para uma abordagem integrada, focada em benefícios metabólicos de longo prazo.
A especialista, médica pós-graduada em nutrologia, afirmou que o entendimento sobre emagrecimento mudou devido ao avanço da ciência metabólica. Segundo ela, o corpo humano não funciona de forma simplista, e o emagrecimento é regulado por um sistema complexo que envolve hormônios, inflamação, microbiota intestinal, sono e fatores emocionais.
Dados indicam a alta prevalência da doença no país. A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) registrou um aumento de 72% na obesidade entre 2006 e 2019. O Atlas Mundial da Obesidade 2025, da Federação Mundial da Obesidade, informa que 31% dos adultos brasileiros vivem com a condição.
A nutróloga explica que reduzir calorias sem estratégia pode causar queda metabólica e perda muscular. Ela acrescenta que a alimentação de baixa qualidade gera disbiose intestinal, provocando inflamação crônica que impede o emagrecimento. Alterações metabólicas, como resistência à insulina, dificultam o uso de gordura como energia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta a associação de terapias com agonistas de GLP-1 a intervenções estruturadas. O acompanhamento médico deve ser multidisciplinar, traçando um plano individualizado que pode incluir ajustes nutricionais, modulação hormonal e controle da inflamação.

