O senador Flávio Bolsonaro (PL) solicitou ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) o adiamento de uma tarifa de 25% sobre exportações brasileiras. O pedido, feito nesta quarta-feira (1º), defende o sistema Pix e propõe uma lei para impedir sua integração com sistemas de países não ocidentais.
O documento, com 86 páginas, argumenta que a imposição de tarifas é um “remédio errado” que prejudica o investimento dos EUA, segundo o senador. Flávio Bolsonaro explicou que os pagamentos via Pix são à vista e não oferecem benefícios de bandeiras de cartão de crédito tradicionais, como parcelamento ou financiamento ao consumidor.
Além de defender o Pix, o senador propôs um “compromisso legislativo” com o governo americano. Ele pleiteia a criação de uma lei que proíba a integração da modalidade de pagamento instantâneo a sistemas de nações como Rússia e China. O pedido de adiamento visa postergar a penalidade econômica para após as eleições brasileiras.
A controvérsia começou quando o órgão americano concluiu, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que a forte adesão brasileira ao Pix gera “concorrência desleal” às companhias norte-americanas. O governo federal contestou a sanção, e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil enviou manifestação formal em defesa do sistema.

