O principal comandante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmou nesta sexta-feira (03) que os países europeus compensaram a maior parte dos déficits militares causados pela redução de apoio dos Estados Unidos. A declaração, feita pelo general Alex Grynkewich, aponta que os aliados buscaram alternativas internas após Washington sinalizar a retirada de recursos como porta-aviões e caças.
Grynkewich declarou que, em poucas semanas, os aliados europeus preencheram grande parte das lacunas deixadas pelas reduções americanas no Modelo de Forças da OTAN. Ele explicou que, nas poucas áreas sem capacidade equivalente, a aliança está analisando alternativas com efeito correspondente.
O Modelo de Forças da OTAN é o plano que define os ativos militares dos 32 membros para tempos de paz ou crise. A decisão do Pentágono reflete a intenção dos EUA de focar em ameaças no Indo-Pacífico. Em resposta, o Reino Unido, por exemplo, elevou a prontidão de um segundo porta-aviões e caças F-35 para emergências.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, minimizou o impacto da mudança. Ele comentou que a questão não é a localização atual dos ativos, mas sim quem agiria se os planos de defesa fossem ativados sob o Artigo 5 do tratado, que garante a segurança coletiva.

