O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, solicitou ao Ministério da Defesa a indicação de um militar do Exército para atuar em função comissionada na Corte. O pedido, feito ao ministro José Mucio, visa preencher uma vaga com um subtenente com experiência em gestão pública, licitações e processos administrativos.
O ofício encaminhado pelo magistrado especificou que o militar deve possuir “sólida experiência profissional”. Para embasar a solicitação, Nunes Marques citou o Estatuto dos Militares, que permite o afastamento temporário de integrantes das Forças Armadas para exercer cargo público civil de caráter temporário. A função comissionada de assistente no TSE deve ocorrer em um período próximo às eleições de 2026.
A articulação entre o TSE e militares para funções administrativas não é inédita. Em 2022, durante a presidência do ministro Edson Fachin, a Corte chegou a pleitear a nomeação do general da reserva Fernando Azevedo e Silva para a Diretoria-Geral do tribunal. O cargo é responsável pela administração interna, abrangendo contratos e licitações, mas o general desistiu da função alegando problemas de saúde.

