A França registrou 2.025 mortes acima do esperado na semana de 22 de junho, período de pico de uma intensa onda de calor. O número de óbitos superou em cerca de 30% a previsão para a época, segundo a agência francesa de saúde pública.
O aumento da mortalidade ocorreu durante junho, o mês mais quente já registrado na França, conforme dados do serviço meteorológico Météo-France. A temperatura média nacional foi de 22,7°C, 3,8°C acima da média histórica, ultrapassando recordes de 2003 e 2025. A segunda quinzena de junho concentrou os dias mais críticos.
Nos dias 24 e 25, a temperatura média nacional atingiu 30°C, o maior valor já registrado no país em qualquer época do ano. Em mais de 40% do território francês, os termômetros ultrapassaram os 40°C pelo menos uma vez. Cientistas explicam que as mudanças climáticas tornam as ondas de calor mais frequentes e intensas.
Na Europa, o impacto do calor extremo já causou a morte de pelo menos 1,3 mil pessoas desde meados de junho. Idosos e crianças são os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor, e a falta de infraestrutura adequada em regiões de clima ameno também expõe a população.

