Um homem enfrentou dificuldades financeiras ao manter um ativo de 15,5 acres de terra para caça, enquanto acumulava dívida de R$ 83.172 em dezesseis cartões de crédito. A estratégia, criticada por especialistas, envolve o pagamento de juros anuais próximos a R$ 17.000 para manter o bem.
O indivíduo, que relatou o problema em um programa de aconselhamento financeiro, possuía um total de R$ 83.172 em saldos de cartão de crédito, com a maioria das contas no limite. Além disso, ele tinha um empréstimo de R$ 19.000 para um barco e um financiamento de R$ 14.000 para um veículo. O único ativo sem dívida era a terra, avaliada em pelo menos R$ 80.000.
Dave Ramsey declarou que a situação representava um acúmulo de problemas financeiros. Segundo a análise, a taxa média de juros de cartão de crédito no país, em torno de 21%, gera encargos anuais elevados. Isso significa que, antes de amortizar qualquer principal, os juros consomem uma parcela significativa do valor do ativo.
George Kamel comparou a situação a um financiamento muito caro. Ele explicou que o homem estava, na prática, tomando um empréstimo de R$ 83.000 a 21% para possuir um terreno de R$ 80.000. Ramsey afirmou que o patrimônio familiar não seria prejudicado pela não posse dos 15 acres. A decisão de vender o terreno depende da capacidade de renda do indivíduo cobrir os débitos restantes.

