O governo da África do Sul não conseguiu anular a autorização para exportar chifres de rinoceronte de reservas privadas. O Tribunal Superior do Cabo Norte rejeitou o recurso do governo, validando o direito de criadores privados de financiar esforços de conservação.
A decisão judicial, divulgada nesta sexta-feira (3), refere-se a uma autorização obtida em 2025 por um proprietário de reserva na província do Cabo Norte. Este indivíduo obteve permissão para exportar mais de 500 chifres de rinoceronte-branco.
Defensores do comércio legal sustentam que a venda regulamentada de chifres ajuda a combater o mercado clandestino e financia a conservação. O Tribunal Superior do Cabo Norte afirmou que a decisão “valida o direito de conservacionistas privados e criadores de financiarem seus custosos esforços de conservação”.
O Departamento do Meio Ambiente informou que o ministro recém-nomeado, David Maynier, está analisando o caso e decidirá se apresentará um recurso. A África do Sul detém a maior população de rinocerontes do mundo, mas enfrenta forte caça furtiva impulsionada pela demanda asiática.

