O dólar à vista registrou queda de 0,76% na sexta-feira, 3, fechando a R$ 5,1689. A baixa ocorreu após o índice operar em patamares elevados, impulsionada por dados fracos da produção industrial brasileira e pelo otimismo do mercado em relação a cortes adicionais da taxa Selic.
A queda da moeda americana reflete um ambiente favorável a divisas emergentes no exterior e a recuperação do apetite por risco na bolsa doméstica. A produção industrial de maio, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), recuou 0,2% na margem, um resultado abaixo das estimativas de expansão. Esse dado reforça a percepção de desaceleração da atividade econômica.
O Ibovespa, por sua vez, avançou 0,74% e fechou aos 174.070,27 pontos, conquistando a segunda alta semanal seguida. Operadores de renda variável afirmam que juros menores impulsionam lucros empresariais, enquanto o valuation das ações permanece atrativo.
Especialistas apontam que a fraqueza industrial sugere espaço para o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa básica. Um gestor de portfólio comentou que indicadores domésticos, como o IPCA-15 de junho abaixo do esperado, apoiam a continuidade do ciclo de cortes de juros.

