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Biocosméticos unem tradição ribeirinha e ciência no oeste do Pará

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de julho de 2026 20:10
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Mulheres ribeirinhas da comunidade São Domingos, no oeste do Pará, transformam sementes de andiroba em biocosméticos. O grupo Amélias da Amazônia, que atua desde 2016, une conhecimentos ancestrais à produção de óleos, sabonetes e cremes, gerando renda local.

O processo de produção manual, que leva em média três meses, envolve higienização, cozimento, secagem e decantação. Além do óleo de andiroba, o grupo fabrica óleo de copaíba, sabonetes, velas, incensos, cremes e repelentes, utilizando matérias-primas da Amazônia. Segundo uma das líderes, a atividade surgiu para aproveitar sementes que antes eram descartadas e gerar renda extra para as famílias, promovendo o protagonismo feminino na comunidade.

Parte dessa produção abastece a Mahá Biocosméticos, empresa criada por farmacêuticas. A marca foca em produtos capilares e passou a incorporar óleos amazônicos após identificar a necessidade de ampliar o uso de ativos regionais. A empresa expande vendas para todo o Brasil e terceirizou a produção para a Ekilibre da Amazônia, em Alter do Chão.

O laboratório da Mahá opera na Oka Hub, incubadora de bioeconomia em Belterra. Este espaço conecta negócios a instituições como a Embrapii e a Ufopa, apoiando 11 iniciativas que combinam ciência e ancestralidade. O Museu de Ciências da Amazônia (MuCA) também reforça o diálogo com comunidades tradicionais, valorizando conhecimentos empíricos.

TAGGED:AmazôniabiocosmeticosEconomiaParáribeirinhosSustentabilidade
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