Os juros futuros caíram nesta sexta-feira (3), registrando recuo mais acentuado nas taxas intermediárias e longas. O movimento foi impulsionado pela queda do dólar, dados mais fracos da indústria brasileira e declarações do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, sobre possível atuação do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos.
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 fechou em 14%, recuando de 14,043% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 atingiu 14,25% na mínima intradia, contra 14,398% registrado anteriormente. Apesar da queda pontual, a curva a termo ganhou inclinação na semana, devido a preocupações fiscais e à leitura de aumento das chances de continuidade do governo atual na disputa presidencial de 2026.
Gestores de renda fixa apontaram a baixa liquidez como fator que amplificou o recuo nesta sexta. Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, afirmou que o Tesouro está preparado para atuar no mercado se for preciso preservar a liquidez. Sobre os títulos públicos atrelados à inflação, Ceron declarou: “se precisar recomprar forte, não há problema nenhum. O Tesouro está preparado”.
Outros analistas comentaram que a intervenção de recompra do Tesouro ajuda o humor do mercado e a derrubar as taxas. Um sócio-fundador de uma consultoria avaliou que o foco deveria estar na curva de juros prefixados, e não na curva de juros reais, antes de avaliar novos leilões de recompra.

