O Rio Grande do Sul incorporou a tecnologia REAC, um método de neuromodulação não invasiva, para apoiar o acompanhamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros transtornos do neurodesenvolvimento. A iniciativa, fruto da parceria entre o Instituto Psiu e a Synapse, visa integrar recursos de saúde e educação em planos terapêuticos individualizados.
A tecnologia REAC atua sobre o sistema bioelétrico do organismo, regulando funções corporais e promovendo a autorregulação do sistema que sofreu desregulação por estresse crônico, explicou a fisioterapeuta da Synapse. O método não substitui terapias consolidadas, mas serve como ferramenta complementar, dependendo de avaliação individualizada e acompanhamento de profissionais habilitados.
O Instituto Psiu, que realiza avaliações e acompanhamento educacional, reforça a necessidade de uma abordagem interdisciplinar para o cuidado de pessoas autistas. Segundo a neuropsicopedagoga do Instituto, o suporte abrange aspectos clínicos, emocionais e escolares, oferecendo serviços como psicologia, fonoaudiologia e reforço escolar.
Famílias relatam benefícios após a aplicação da tecnologia. Uma responsável por um neto com autismo nível de suporte 3 disse que, após o início do tratamento, houve diminuição nas agressividades e melhora no sono do paciente. Os profissionais afirmam que a indicação do REAC depende de avaliação clínica detalhada.

