A Copa do Mundo de 2026 reunirá o maior número de atletas com 40 anos ou mais, totalizando oito jogadores nessa faixa etária. Entre os nomes em destaque estão Cristiano Ronaldo, de 41 anos, e Luka Modric, de 40 anos. O desempenho desses atletas, contudo, não é determinado apenas pela genética.
A longevidade esportiva, segundo especialistas, resulta da combinação de treinamento personalizado, recuperação adequada, prevenção de lesões, alimentação e evolução da medicina esportiva. Atualmente, equipes monitoram cada atleta individualmente, utilizando tecnologias como GPS para medir a intensidade dos esforços e o desgaste físico. Com esses dados, as comissões técnicas ajustam a carga de trabalho para evitar excessos ou deficiências no preparo.
O descanso é tratado como parte essencial da preparação física, especialmente em torneios de alta intensidade. Um bom sono auxilia na recuperação muscular e no equilíbrio hormonal, reduzindo o risco de lesões. Além disso, a experiência tática compensa a diminuição natural de algumas capacidades físicas com a idade. Atletas como Cristiano Ronaldo adaptaram suas funções em campo para economizar energia e manter a decisividade.
Embora a genética possa favorecer características como resistência e potência, ela não é o fator determinante do sucesso. Uma revisão científica de 2023 identificou 128 genes ligados ao desempenho esportivo. Pesquisadores afirmam que o rendimento depende principalmente da combinação entre treinamento, recuperação, histórico de lesões e hábitos ao longo da carreira.


