A Polícia Federal aprofunda a investigação sobre suspeita de desvio de recursos da cota parlamentar de um deputado. O parlamentar alegou que R$ 468,7 mil em espécie, apreendidos em dezembro em Brasília, vieram da venda de um imóvel em Minas Gerais.
O deputado, líder do PL na Câmara, afirmou que o dinheiro apreendido provém da venda de um imóvel em Minas Gerais. Contudo, o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não registra saques próximos a esse montante na conta do advogado apontado como comprador.
A PF declarou que a renda do advogado é incompatível com o valor. Além disso, a escritura de transferência da propriedade só foi registrada em cartório em 30 de dezembro, onze dias após a operação policial que localizou e apreendeu o dinheiro no apartamento do parlamentar.
O deputado ainda não convenceu os investigadores sobre a origem dos recursos, e a apuração segue em andamento.

