Uma auditoria na folha do funcionalismo do Rio de Janeiro, determinada pelo governador interino Ricardo Couto, constatou que quase um em cada três funcionários em cargo comissionado recebe sem trabalhar. A prática de pagar salários a pessoas que não comparecem aos locais de trabalho abrange todos os 77 órgãos da administração fluminense.
A análise apontou que a situação dos cargos comissionados, aqueles ligados a indicações políticas, gera um impacto no erário público. A constatação de que um terço dos ocupantes desses postos recebe sem exercer função representa um alerta para a administração estadual.
A prática de pagamento a indivíduos que não comparecem ao trabalho, referida como ‘fantasmas’, foi identificada em todos os 77 órgãos da administração fluminense. A auditoria sinaliza um problema de gestão que afeta o cidadão que trabalha para custear suas despesas.

