A seleção norueguesa, que quebrou um jejum de 28 anos sem participar de Mundiais, enfrentará o Brasil em Nova Jersey, nas oitavas de final. O futebol no país demonstra forte influência familiar, com descendentes de atletas antigos integrando o elenco atual.
A tradição familiar é marcante no futebol norueguês. Em 1994, o elenco da seleção contava com jogadores cujos sobrenomes são conhecidos, como Erik Thorstvedt, Orjan Berg e Alf-Inge Haaland. Os filhos desses atletas seguem a carreira, e nomes como Erling Haaland, protagonista atual, são descendentes de jogadores que atuaram no futebol inglês, incluindo o Manchester City.
Um levantamento indicou que 15 dos 26 convocados pelo treinador Stale Solbakken possuem parentes que atuaram profissionalmente. Além disso, Martin Odegaard teve o pai atuando na mesma posição e como treinador. Patrick Berg, meia de 28 anos, exemplifica a ramificação, sendo da terceira geração de sua família no futebol, filho de Orjan Berg.
O jogador Patrick Berg tem uma linhagem extensa: seu avô, Harald Berg, atuou entre 1974 e 1984, e ele possui dois tios que também jogaram. O pai, Orjan Berg, defendeu a seleção entre 1988 e 2000. A situação se repete com Alexander Sorloth, artilheiro no Atlético de Madrid, que herdou a função de atacante do pai, segundo ele, o pai foi “a pessoa mais influente na minha carreira”.

