A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que estabelece as regras orçamentárias para o próximo ano. O texto cita o Banco de Brasília (BRB) no Anexo de Riscos Fiscais, indicando potencial risco, mas não apresenta estimativas financeiras sobre o impacto.
A análise da Secretaria de Economia apontou “indícios objetivos de potencial risco fiscal para o GDF, considerando as atuais condições econômico financeiras do BRB”. O documento observa que, até a data, não há publicação das demonstrações financeiras do BRB referentes a 31/12/2025, o que impede a definição da situação financeira da instituição.
O socorro ao BRB deve ocorrer ainda em 2026, com o Distrito Federal negociando um prazo de 15 anos para quitar parcelas do empréstimo bilionário. O texto prevê que o GDF deve incorporar ao orçamento as parcelas de juros e amortizações, caso seja o proponente do empréstimo, mas não fornece informações sobre os valores ou periodicidade dessas parcelas.
A LDO 2027 prevê uma receita total de R$ 74,97 bilhões. Desse montante, R$ 45,45 bilhões são de arrecadação própria, e R$ 29,52 bilhões vêm do Fundo Constitucional do DF, destinados a áreas como segurança pública, saúde e educação.

